domingo, 8 de julho de 2012


Doenças sexualmente transmissíveis ou Infecção sexualmente transmissível, conhecida popularmente por DST são patologias antigamente conhecidas como doenças venéreas. São doenças infecciosas que se transmitem essencialmente (porém não de forma exclusiva) pelo contato sexual. O uso de preservativo (camisinha) tem sido considerado como a medida mais eficiente para prevenir a contaminação e impedir sua disseminação.[1]
Alguns grupos, principalmente os religiosos, afirmam que a castidade, a abstinência sexual e a fidelidade poderiam bastar para evitar a disseminação de tais doenças.[2][3]
Pesquisas afirmam que a contaminação de pessoas monogâmicas e não-fiéis portadoras de DST tem aumentado, em resultado da contaminação ocasional do companheiro(a), que pode contrair a doença em relações extra-conjugais. Todavia, as campanhas pelo uso do preservativo nem sempre conseguem reduzir a incidência de doenças sexualmente transmissíveis.[4]

História
Nas primeiras civilizações havia o culto aos deuses e deusas da fertilidade, que eram consideradas como uma dádiva. O culto à essas deusas era feito principalmente a partir da prostituição. Uma das características presentes nessas sociedades era a promiscuidade, um dos motivos para o surgimentos dessas doenças, que mais tarde seriam conhecidas como doenças venéreas, em referência à Vênus, considerada a deusa do amor.[5]
A Gonorreia foi citada na bíblia, mas a causa da doença só foi conhecida no século XIX. Além disso, no Egito antigo tumbas apresentaram alguns registros sobre a Sífilis.[6]
Em 1494 houve um surto de sífilis na Europa. A doença se espalhou rapidamente pelo continente, matando mais de cinco milhões de pessoas.[7] Cada localidade que ela passava recebia um nome diferente. Contudo, em 1536 foi publicado um poema médico, em que um dos personagens da história havia contraído a doença. O nome do personagem era Sifilo.[8]
Antes de serem inventados os medicamentos, as doenças eram consideradas incuráveis, e o tratamento se limitava a diminuir os sintomas.[9] Todavia, no século XX surgiu os antibióticos, que se mostraram bastante eficientes.[6] Em 1980 a herpes genital e a AIDS surgiram na sociedade como doenças incuráveis. Essa, por sua vez se tornou uma pandemia.
Causa
Vários tipos de agentes infecciosos (vírus, fungos, bactérias e parasitas) estão envolvidos na contaminação por DST, gerando diferentes manifestações, como feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas.[10]
Bactérias
Fungos
Vírus
Parasitas
Protozoários

Prevenção

Preservativo

O preservativo, mais conhecido como camisinha é um dos métodos mais seguros contra as DSTs.[25] Sua matéria prima é o latex.[26] Antes de chegar nas lojas, é submetido à vários testes de qualidade.[27] Apesar de ser o método mais eficiente contra a transmissão do vírus HIV (causador da epidemia da SIDA), o uso de preservativo não é aceito pela Igreja Católica Romana, pelas Igrejas Ortodoxas e pelos praticantes do Hinduísmo. O principal argumento utilizado pelas religiões para sua recusa é que um comportamento sexual avesso à promiscuidade e à infidelidade conjugal bastaria para a protecção contra DSTs. [28]

 Vacina

Alguns tipos de HPV,[21] a Hepatite A e B podem ser prevenidas através da vacina.[18]

 Abstinência sexual

A abstinência sexual consiste em evitar relações sexuais de qualquer espécie.[29] Possui forte ligação com a religião

Tratamento
Algumas DST's são de fácil tratamento e de rápida resolução quando tratadas corretamente, contudo outras são de tratamento difícil ou permanecem latentes, apesar da falsa sensação de melhora. As mulheres representam um grupo que deve receber especial atenção, uma vez que em diferentes casos de DST os sintomas levam tempo para tornarem-se perceptíveis ou confundem-se com as reações orgânicas comuns de seu organismo. Isso exige da mulher, em especial aquelas com vida sexual ativa, independente da idade, consultas periódicas ao serviço de saúde.[10]
Certas DST, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo, podem evoluir para complicações graves como infertilidade[31], infecções neonatais, malformações congênitas, aborto, câncer e a morte.[32] Num caso, a primeira recomendação é procurar um médico, que fará diagnóstico para que seja preparado um tratamento.[33] Também há o controle de cura, ou seja, uma reavaliação clínica. A automedicação é altamente perigosa, pois pode até fazer com que a doença seja camuflada.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a_sexualmente_transmiss%C3%ADvel


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Higiene Corporal


A higiene pessoal é importante para todas as pessoas e deve ser ensinada às crianças o mais cedo possível. As mudanças dos hábitos de higiene pessoal durante todo o processo evolutivo da humanidade são um dos factores mais significativos para que o Homem de hoje tenha uma maior longevidade e vida mais confortável.
Com as mudanças de atitude, o Homem adquiriu aprendizagens relacionadas com os seus padrões nutritivos e a cuidar melhor da higiene pessoal e do seu próprio corpo. Por isso, várias doenças causadas pela ingestão de alimentos contaminados e a falta de higiene pessoal diminuíram sensivelmente, levando a uma melhora da sua qualidade de vida e longevidade.
A influência que as condições de saneamento básico têm sobre a saúde da população é notória. Em relação às crianças, essas condições estão diretamente ligadas aos índices de mortalidade e mobilidade infantil.
A higiene pessoal dos filhos é uma tarefa que deve ser ensinada pelos pais. Só aos 6 anos é que a crianças estão suficiente maduras para cuidar de sua própria higiene pessoal. Os pais não devem passar a responsabilidade antes que elas estejam preparadas para tratar da sua própria higiene pessoal. Para que a criança seja bem educada em higienização e desenvolva bons hábitos é necessário que ela receba informações e exemplos.

A higiene pessoal tem várias componentes, a higiene infantil, a higiene bucal, a higiene alimentar e muitas mais. Para ficar a saber mais sobre a higiene pessoal e outras coisas importantes para a saúde leia os nossos artigos sobre as diferentes técnicas de higiene pessoal, produtos de higiene pessoal e outros artigos sobre por exemplo a limpeza de pele.

Está claro que todos nós sabemos como cuidar da nossa higiene pessoal, porém alguns detalhes que às vezes não fazemos da maneira correta podem nos proteger de diversas doenças causadas por culpa de uma má higiene. A higiene pessoal faz com que fiquemos longe de bactérias e vírus que podem estar presentes em vários atos ao longo do nosso dia-a-dia, pois além de nos proteger de doenças, a higiene pessoal também aumenta a nossa auto-estima, pois nos sentimos mais confortáveis e confiantes em nós mesmos.

 A higiene pessoal envolve a higiene bucal, corporal e genital e atitudes simples como lavar as mãos, escovar bem os dentes, usar certos tipos de roupas, tomar banho e etc faz com que fiquemos longe das doenças. Veja aqui a importância de cada ato de higiene pessoal: Banho, com o banho retiramos todas as substâncias produzidas pelo nosso corpo que é similar ao sebo, o famoso suor e também sujeiras. O banho faz muito bem a saúde, por isso o mais indicado é tomá-lo diariamente e a falta de banho pode acarretar em assaduras, micoses, sarna, piolho, infecções urinárias, mau cheiro e corrimento vaginal; Unhas, as quais devem estar sempre limpas, pois a sujeira fica armazenada na parte debaixo da mesma e quando colocamos a mão na boca nos infectamos com milhões de bactérias ali presentes.

Unha uma bem feita faz com que as mulheres aumentem a sua auto-estima;

Sapatos, os quais devem ser de preferência aberto, afinal o sapato fechado não deixa o suor sair e faz com que o mau cheiro fique nos pés gerando o chulé, então prefira sapatos abertos alternando-os, então não use o mesmo sapato vários dias seguidos e quando for usar tênis opte sempre por meias de algodão e talco, pois sem isso você pode ter mau cheiro e micoses nos pés;

Lavar as mãos é um ato que devemos fazer a toda hora em qualquer lugar e a qualquer momento, pois é nas mãos aonde encontramos um número enorme de bactérias e ela pode infectar várias coisas, pois se elas não forem higienizadas de maneira correta pode acarretar em doenças virais, fúngicas e bacterianas; Lave o rosto, pois a nossa pele fique exposta a várias impurezas, as quais devem ser retiradas para evitar o seu acúmulo, por isso é de extrema importância que o rosto seja lavado diariamente com um sabonete de acordo com a sua pele, pois isso pode acarretar em cravos e espinhas;

Axilas possuem secreções de suor e isso acarreta em mau cheiro que é conhecido como CC, por isso é de extrema importância a limpeza das axilas, usar desodorantes todos os dias, tomar banho diariamente e evitar usar roupas sintéticas;

Cabelos devem ser lavados ao menos duas vezes na semana, pois a falta de limpeza gera um grande desconforto para as pessoas que estão ao seu redor e, além disso, pode causar caspas, piolhos, oleosidade, queda de cabelo e mau cheiro;

Roupas devem estar sempre limpas e de acordo com a temperatura do dia, sendo que elas devem estar confortáveis e folgadas e nunca use roupas íntimas sem lavá-las e jamais empreste roupas íntimas para ou outros, pois pode acarretar em corrimentos vaginais, mau cheiro, celulites e infecções urinárias;

Dentes, os quais não devemos nunca de escová-los pelo menos três vezes ao dia e jamais durma sem escovar os dentes e não se esqueça de limpar a língua, pois é nela que as bactérias ficam alojadas. Não se esqueça de trocar a sua escova de três em três meses e usar fio dental diariamente, pois senão terá mal hálito, cáries, tártaro, problemas na gengiva, gengivite e placas nos dentes
ATIVIDADE FÍSICA


A atividade fisica é segundo Caspersen (1985)"qualquer movimento corporal, produzido pelos músculos esqueléticos, que resulte em gasto energético maior que os níveis de repouso".
Podemos acrescentar que é também qualquer esforço muscular pré-determinado, destinado a executar uma tarefa, seja ela um "piscar dos olhos", um deslocamento dos pés, e até um movimento complexo de finta em alguma competição desportiva. Modernamente, o termo refere-se em especial aos exercícios executados com o fim de manter a saúde física, mental e espiritual; em outras palavras a "boa forma".
No dia 6 de abril a Organização Mundial da Saúde (OMS) celebra o Dia Mundial da Atividade Física.

Benefícios


Atividade física em geral regular controlada por profissionais da Educação Física, está associada diretamente a melhorias da saúde e condições físicas dos praticantes. A redução dos níveis de ansiedade, stress, um sistema imunológico fortalecido, tornando o organismo menos sujeito a doenças como o câncer e causar ao seu tratamento redução das náuseas e a dor.
Sendo que a inatividade física associada a dietas inadequadas, ao tabagismo, ao uso do álcool e outras drogas são determinantes na ocorrência e progressão de doenças crônicas que trazem vários prejuízos ao ser humano, como, por exemplo, redução na qualidade de vida e morte prematura nas sociedades contemporâneas, principalmente nos países industrializados e também nas cidades grandes.
Atividade física adaptada por vezes, torna-se,necessária aos sujeitos que apresentem algumas contraindicações médicas ou dificuldades físicas momentaneas/definitivas, mas tendo em conta o diagnóstico feito pelos médicos, o profissional da educação física deverá ser capaz de criar ao paciente atividade física adaptada sem prejudicar a saúde do paciente melhorando-a, havendo uma interecção de conhecimentos com as ciências médicas.
Atividade física de recuperação é usada como um meio de melhorar as condições físicas de um sujeito momentaneamente debilitado, sendo tratada pelos profissionais da fisioterapia e educação física.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Atividade_f%C3%ADsica

Hipertensão arterial

 

A hipertensão arterial, é uma doença crónica determinada por elevados níveis de pressão sanguínea nas artérias, o que faz com que o coração tenha que exercer um esforço maior do que o normal para fazer circular o sangue através dos vasos sanguíneos. A pressão sanguínea envolve duas medidas, sistólica e diastólica, referentes ao período em que o músculo do coração está contraído (sistólica) ou relaxado (diastólica) entre batimentos. A pressão normal em repouso situa-se entre os 100 e 140 mmHg para a sistólica e entre 60 e 90 mmHg para a diastólica. Define-se como hipertensão a pressão sanguínea de valor igual ou superior a 140/90 mmHg.

A hipertensão pode ser classificada em hipertensão primária ou secundária. Cerca de 90 a 95% dos casos são classificados como hipertensão primária, o que significa que a elevada pressão sanguínea não tem causa médica identificável.[1] Os restantes 5 a 10% dos casos são motivados por outros transtornos que afectam os rins, artérias, coração ou o sistema endócrino.

A hipertensão arterial é um dos principais factores de risco para a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais, enfartes do miocárdio, aneurismas das artérias (p.e. Aneurisma da aorta), doenças arteriais periféricas, além de ser uma das causas de Insuficiência renal crónica. Mesmo que moderado, o aumento da pressão sanguínea arterial está associado à redução da esperança de vida. O controlo da pressão sanguínea pode ser conseguido com alterações nos hábitos alimentares e do estilo de vida, reduzindo assim o risco de complicações clínicas, embora o tratamento através de fármacos seja normalmente necessário em indivíduos nos quais a adopção de um estilo de vida saudável se mostre insuficiente ou ineficaz.

Sinais e sintomas

A hipertensão raramente é acompanhada de outros sintomas, e o seu diagnóstico normalmente acontece depois de um rastreio ou durante uma consulta médica para outros problemas. Uma parte significativa de hipertensos revela sofrer de dores de cabeça (sobretudo na parte posterior da cabeça e durante a manhã), assim como sensação de desmaio, vertigens, zumbidos, distúrbios na visão ou episódios de desmaio.[11]
Durante um exame físico, pode-se suspeitar de hipertensão caso se verifique retinopatia hipertensiva durante a observação do fundo do globo ocular através de oftalmoscopia.[12] Normalmente, o grau de severidade da retinopatia hipertensiva é classificado numa escala de I a IV, embora possa ser difícil distinguir os graus intermédios entre si.[12] Ophthalmoscopy findings may also indicate how long a person has been hypertensive.[11]
Outros sintomas podem sugerir a presença de hipertensão secundária, isto é, a hipertensão cuja causa possa ser identificada, como no caso de doenças renais ou endócrinas. Por exemplo, a obesidade truncal, a pouca tolerância à glicose e estrias azuladas sugerem a presença do síndrome de Cushing.[13] As doenças da tiróide e a acromegalia podem também causar hipertensão e têm sintomas característicos.[13] O bruit abdominal pode ser indicador de estenose da artéria renal, um estreitamento das artérias que irrigam os rins, enquanto que a baixa pressão nas extremidades inferiores e/ou pulsações ausentes ou fracas na artéria femoral podem indicar a coarctação da aorta (o estreitamento da aorta após o coração). Hipertensão instável ou paroxismal acompanhada por dores de cabeça, palpitações, palidez e transpiração levantam suspeitas da presença de feocromocitomas.[13]

 Crise hipertensiva

A pressão arterial muito elevada (igual ou superior a 180/110 - algumas vezes referida como hipertensão maligna) é designada por "crise hipertensiva", já que a pressão sanguínea acima destes níveis acarreta um risco elevado de complicações. Indivíduos com pressão arterial dentro destes valores podem não aparentar qualquer sintoma, mas são mais susceptíveis de relatar dores de cabeça (22% dos casos)[14] e um estado geral de confusão em relação à maioria da população.[11] Entre outros sintomas que acompanham uma crise hipertensiva estão a deterioração da visão e sensação de falta de ar devido à falência cardíaca, ou sentimento geral de desconforto devido à falência renal.[13] A maior parte dos indivíduos com crise hipertensiva tem já antecedentes de pressão arterial elevada; no entanto, o aumento súbito pode dever-se a outros factores.[15]
A "emergência hipertensiva", anteriormente designada por "hipertensão maligna", pode ser diagnosticada mediante a observação de danos directos em um ou mais órgãos como resultado da pressão arterial elevada. Entre eles, pode ser referida a encefalopatia hipertensiva, causada pelo inchaço e disfunção do cérebro e manifestada através de perturbações de consciência. O papiledema da retina e/ou hemorragias ou exsudados no fundo do lobo ocular são igualmente sintomas da deterioração localizada de órgãos. A dor torácica pode ser um sinal de danos no músculo do coração (que pode evoluir para um enfarte do miocárdio) ou por vezes de dissecção da aorta (o rompimento da parede interior da aorta). A falta de ar, tosse e expectoração acompanhada de sangue são sintomas característicos de um edema pulmonar, o inchaço do tecido pulmonar devido à falência do ventrículo esquerdo, a incapacidade do ventrículo esquerdo em bombear sangue dos pulmões para o sistema circulatório.[15] Pode também verificar-se Insuficiência renal aguda (rápida deterioração da função renal) e anemia microangiopática (destruição das células sanguíneas).[15] Nestas situações, é imperativa a redução urgente da pressão arterial de modo a parar o processo de degeneração dos órgãos.[15] No entanto, não há evidências que sustentem a necessidade da pressão sanguínea ser rapidamente diminuída em casos onde não se observe danos nos órgãos, já que a redução agressiva da pressão acarreta consigo riscos.[13] Em emergências hipertensivas é geralmente administrada medicação oral que diminui a pressão arterial no prazo de 24 a 48 horas.[15]

 Durante a gravidez 

A hipertensão manifesta-se em cerca de 8 a 10% dos casos de gravidez.[13] A maior parte das mulheres com hipertensão durante a gravidez registavam anteriormente hipertensão primária, embora a pressão arterial elevada durante a gravidez possa ser o primeiro sintoma de pré-eclampsia, uma condição grave que pode ocorrer durante a segunda metade da gravidez e durante o período pós-natal.[13] A pré-eclampsia caracteriza-se pela subida da pressão arterial e pela presença de proteínas na urina.[13] Ocorre em cerca de 5% das gravidezes e é responsável por cerca de 16% da mortalidade materna a nível mundial.[13] A pré-eclampsia duplica também o risco de mortalidade perinatal.[13] Geralmente a doença não tem sintomas associados e é detectada através de exames de rotina. Quando os sintomas se manifestam, verifica-se normalmente dores de cabeça, distúrbios da visão (frequentemente flashes de luz), vómitos, dores epigástrias e edemas. A pré-eclampsia pode por vezes evoluir para uma condição com risco de vida associado designada eclampsia, a qual é uma emergência hipertensiva e acarreta várias complicações graves como perda de visão, edema cerebral, convulsões no cérebro, insuficiência renal, edema pulmonar e coagulação intravascular disseminada.[13][16]

 Durante a infância

Sintomas como a dificuldade de crescimento, convulsões, irritabilidade, fadiga e síndrome da angústia respiratória do recém-nascido em recém-nascidos e bebés podem estar associados à hipertensão.[17] Em crianças mais velhas, a hipertensão pode levar a dores de cabeça frequentes, irritabilidade sem causa aparente, fadiga, dificuldade de crescimento, visão turva, hemorragia nasal ou paralisia facial.[6][17]

Complicações

 
A hipertensão é o mais importante factor de risco evitável nos casos de morte prematura à escala mundial.[18] Aumenta significativamente o risco de cardiopatia isquémica,[19] acidentes vasculares crerebrais,[13] doença arterial periférica,[20] e outras doenças cardiovasculares, incluindo insuficiência cardíaca, aneurisma da aorta, aterosclerose e embolia pulmonar.[13] A hipertensão arterial constitui ainda um factor de risco para o transtornos cognitivos e demência, e para a insuficiência renal crónica.[13] Outras complicações podem ainda incluir a retinopatia hipertensiva e a nefropatia hipertensiva.[21]

 Causas

 Hipertensão arterial primária

A hipertensão arterial primária, ou essencial, é a forma mais comum de hipertensão, contabilizando 90 a 95% de todos os casos da doença.[1] Em praticamente todas as sociedades contemporâneas a pressão arterial aumenta a par do envelhecimento, e o risco de um indivíduo se tornar hipertenso durante a terceira idade é bastante significativo.[22] A hipertensão é consequência de uma interacção complexa de genes e de factores ambientais. Têm vindo a ser identificados vários genes comuns capazes de efectuar pequenas alterações na pressão sanguínea,[23] bem como alguns genes raros capazes de a influenciar de forma muito significativa,[24] embora a base genética da hipertensão seja ainda pouco compreendida. A pressão arterial é também influenciada por vários factores ambientais. Entre os hábitos que constituem um estilo de vida saudável e que contribuem para a diminuição da pressão arterial estão a redução do sal na dieta,[25] um maior consumo de fruta e de alimentos pobres em gordura, exercício físico,[26] perda de peso[27] e o consumo moderado de bebidas alcoólicas.[28] Ainda não é conclusiva a possível influência de outros factores como o stress,[29] o consumo de cafeína[30] ou a insuficiência de vitamina D.[31] Pensa-se que a resistência à insulina, comum em casos de obesidade e um dos componentes da síndrome metabólica, contribua também para a hipertensão.[32] Investigações recentes têm vindo a implicar eventos decorridos durante o início da vida, como o baixo peso à nascença, o tabagismo durante a gravidez e a ausência de amamentação enquanto factores de risco para a hipertensão primária na idade adulta,[33] embora os mecanismos exactos de relação continuem desconhecidos.[33]
Diagnóstico
Exames comuns na hipertensão
SistemaExames
UrinárioUranálise microscópica, proteinúria, presença nitrogénio ureico e/ou creatinina no soro
EndócrinoPresença no soro de sódio, potássio, cálcio, TSH (hormona estimulante da tiróide).
MetabolismoExame da glucose, colesterol total, colesterol HDL e LDL cholesterol, triglicerídios.
OutrosHtc, electrocardiograma, e radiografia de tórax
Fontes: Harrison's principles of internal medicine[49] e outros[50][51][52][53][54]

O diagnóstico de hipertensão dá-se na presença de pressão sanguínea elevada e persistente. Tradicionalmente,[3] isto implica três medições com esfigmomanómetro separadas por intervalos de um mês.[55] O diagnóstico inicial de hipertensos deve também levar em conta um exame físico e todo a historial médico do paciente. No entanto, desde a introdução da monitorização ambulatorial de pressão arterial e da vulgarização de aparelhos de monitorização que permitem a monitorização residencial, veio diminuir o número de medições erradas devidos ao "síndrome da bata branca", segundo o qual a pressão arterial do indivíduo apenas aumenta na medição em consulta médica, enquanto que em situações de menor expectativa regista valores normais. Isto tem levado a alterações nos protocolos. Actualmente no Reino Unido, a prática recomendada é encaminhar um paciente a que tenha sido medida tensão arterial elevada para monitorização ambulatorial ou, ainda que de forma menos preferível, de o encaminhar para casa, dando-lhe a responsabilidade de medir a pressão arterial ao longo de sete dias.[3] A pseudohipertensão entre os idosos pode também ser um factor a levar em conta no diagnóstico. Acredita-se que este síndrome seja devido à calcificação das artérias, o que resulta em níveis de leitura anormalmente elevados numa almofada exterior enquanto que as medições intravenosas são normais.[56]
Uma vez completo o diagnóstico da hipertensão, o médico pode tentar identificar a causa com base nos factores de risco e outros sintomas eventuais. A hipertensão secundária é mais comum entre pré-adolescentes, sendo a maior parte dos casos causados por doenças renais. A hipertensão primária é mais comum entre adolescentes e corresponde e múltiplos factores de risco, incluindo obesidade e um historial clínico de hipertensão entre a família.[57] Podem ser também realizados exames de laboratório de modo a identificar possíveis causas de hipertensão secundária, e determinar também se a hipertensão causou já danos no coração, olhos ou rins. Também são normalmente realizados exames complementares para a diabetes e colestrol elevado, uma vez que ambos são factores adicionais de risco para a eventualidade de uma doença cardiovascular e podem necessitar de tratamento adicional.[1]
A creatinina no soro é medida com o intuito de despistar a eventual presença de doenças renais, que podem ser tanto causa como consequência da hipertensão. A criatinina do soro por si só pode sobrestimar a taxa de filtração glomerular (eGFR), e orientações recentes têm indicado o uso de equações preditivas para estimar correctamente a taxa.[2] A eGFR indica também uma medida base da função renal que pode ser usada para monitorizar efeitos secundários nos rins de certos fármacos anti-hipertensivos. Para além disso, detecção de proteínas em amostras de urina é usada como indicador secundário de eventuais doenças renais. É feito também um electrocardiograma (ECG) de modo a revelar eventuais indícios de que o coração esteja a ser submetido a um esforço adicional devido à pressão arterial elevada. Pode também mostrar se existe ou não uma hipertrofia do ventrículo esquerdo ou se o coração foi já submetido a um distúrbio menor, como por exemplo um enfarte silencioso. Pode ainda ser realizada uma radiografia torácica ou um ecocardiograma de modo a se poder verificar sinais indicadores de um eventual aumento ou danos no coração.[13]

 Prevenção

A maior parte das complicações que a pressão arterial elevada acarreta são vividas por indivíduos que não estão diagnosticados como hipertensos.[58] Deste modo, torna-se necessária a adopção de estratégias de redução das consequências da pressão arterial elevada e reduzir a necessidade de terapias à base de fármacos anti-hipertensivos. Antes de se iniciar qualquer tratamento, são recomendadas alterações no estilo de vida de modo a reduzir a pressão arterial. Como meio de prevenção primária da hipertensão, as orientações de 2004 da Sociedade Britânica de Hipertensão,[58] em consonância com aquelas definidas já pelo Programa Educativo para a Alta Pressão Sanguínea dos Estados Unidos em 2002[59] vieram recomendar as seguintes alterações ao estilo de vida:
  • manter o peso normal em adulto (i.e. índice de massa corporal de 20–25 kg/m2);
  • reduzir o consumo de sódio para <100 mmol/ dia (<6 g de cloreto de sódio ou <2,4 g de sódio por dia);
  • praticar actividade física aeróbica de forma regular, como caminhar a pé (≥30 min por dia, a maior parte dos dias da semana);
  • limitar o consumo de álcool a 3 unidades por dia em homens e 2 unidades por dia em mulheres;
  • manter uma dieta rica em fruta e vegetais (pelo menos cinco porções por dia).
As alterações nos hábitos e estilo de vida, quando feitas correctamente, podem baixar a pressão arterial em valores idênticos aos obtidos com medicação. A combinação de duas ou mais alterações pode produzir resultados ainda melhores.[58]

 Gestão

 Alterações no estilo de vida

A primeira forma do tratamento da hipertensão é idêntica às alterações no estilo de vida recomendadas na prevenção[60] e incluem: alterações na dieta,[61] exercício físico, e controlo do peso. Todas estas medidas têm mostrado reduzir de forma significativa a pressão arterial em indíviduos hipertensos.[62] No entanto, se a pressão for tão elevada que justifique o uso imediato de medicamentos, as alterações nos hábitos de vida continuam a ser recomendadas em conjunto com a medicação. Têm vindo a ser publicitados inúmeros programas de redução da hipertensão arterial através da redução do stress psicológico, como técnicas de relaxamento, meditação ou biofeedback. No entanto, as alegações de eficácia quase nunca não são confirmadas por estudos científicos, e os poucos que existem são de qualidade e metodologia duvidosa.[63][64][65]
A alteração dos hábitos alimentares, como a adopção de uma dieta com baixo teor de sal, é benéfica. Está demonstrado que uma dieta com pouco sal durante um prazo de apenas quatro semanas, oferece benefícios tanto em hipertensos como em pessoas com pressão arterial regular.[66] De igual modo, está também demonstrado que a dieta DASH, rica em frutos secos, cereiais integrais, peixe, carne branca, frutas e vegetais, diminui de forma significativa a pressão arterial. Uma das principais vantagens da dieta é diminuir o consumo de sódio, embora seja rica em potássio, magnésio, cálcio e proteínas.[67]

 Medicação

Estão disponíveis várias classes de fármacos para o tratamento da hipertensão, referidos em conjunto como anti-hipertensivos. A prescrição deve sempre levar em conta o risco cardiovascular da pessoa (incluindo o risco de enfarte do miocárdio e AVC) e os valores de pressão arterial medidos, de forma a obter um perfil cardiovascular preciso do paciente.[68] Caso seja dado início ao tratamento com medicamentos, o JNC7 recomenda[2] que o médico não só monitorize a resposta do paciente à medicação, como identifique os efeitos secundários que possam vir a ocorrer. A redução da pressão arterial em apenas 5 mmHg pode reduzir o risco de um AVC em 34%, de cardiopatia isquémica em 21%, e reduzir a probabilidade de vir a sofrer de demência, insuficiência cardíaca e do risco de morte por doença cardiovascular.[69] O objectivo do tratamento deve ser reduzir a pressão arterial para valores inferiores a 140/90 mmHg para a maior parte dos indivíduos e inferiores para os que sofrem de diabetes ou de doenças renais (alguns profissionais recomendam manter valores inferiores a 120/80 mmHg.[68][70] Caso não se consiga atingir este objectivo, deve ser feita uma alteração no tratamento, já que a inércia clínica é um claro impedimento do controlo da pressão arterial.[71]
As orientações para a escolha de fármacos e para a determinação na melhor forma de tratar vários subgrupos têm mudado ao longo dos anos e entre os próprios países. O melhor fármaco de primeira linha é ainda controverso.[72] As orientações da Colaboração Cochrane, da Organização Mundial de Saúde e dos Estados Unidos apoiam todas a administração de baixas doses de diuréticos à base de tiazida como primeira abordagem de tratamento.[72][73] O Reino Unido dá ênfase na administração de bloqueadores dos canais de cálcio (CCB) a pacientes com idade superor a 55 anos ou se de ascendência Africana ou Caribenha, e recomendando a administração de Inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECAs) como primeira forma de tratamento em pessoas mais novas.[74] No Japão é aceitável começar o tratamento com qualquer uma das seis classes de medicamentos, que incluem a CCB, IECAs, diuréticos de tiazida, bloqueadores beta e bloqueadores alfa, enquanto que no Canadá são recomendados como opção qualquer um destes grupos excepto os bloqueadores alfa.[72]

 Combinação de fármacos

A maioria dos pacientes necessita de mais do que um fármaco para controlar a hipertensão. As orientações JNC7[2] e ESH[4] sugerem iniciar o tratamento com dois fármacos quando a pressão arterial seja superior ao objectivo pretendido em 20 mmHg para a sistólica e 10 mmHg para a diastólica. As combinações sugeridas são inibidores do sistema renina-angiotensina com bloqueadores dos canais de cálcio, ou inibidores do sistema renina-angiotensina com diuréticos.[75] As combinações aceitáveis são bloqueadores dos canais de cálcio com diuréticos, bloqueadores beta com diuréticos, bloqueadores de canais de cálcio à base de diidropiridina com bloqueadores beta, ou bloqueadores dos canais de cálcio à base de diidropiridina com verapamil ou diltiazem.
As combinações inaceitáveis são bloqueadores de cálcio sem ter por base a diidropiridina (como o verapamil ou diltiazem) com bloqueadores beta, o bloqueio duplo do sistema renina-angiotensina (por exemplo, inibidores da enzima de conversão da angiotensina com bloqueadores dos receptores da angiotensina), bloqueadores do sistema renina-angiotensina com bloqueadores beta, e bloqueadores beta com fármacos antiadrenérgicos.[75]
Devido ao elevado risco de falência renal aguda, deve ser evitada sempre que possível a combinação de inibidores da enzima de conversãp da angiotensina ou antagonistas do receptor da angiotensina II com um diurético e com anti-inflamatórios não esteroides (incluindo inibidores selectivos da COX-2 ou medicamentos de venda livre como o ibuprofeno).[60] Estão disponíveis no mercado blisters com combinações fixas de duas classes de fármacos que, embora possíveis de usar por qualquer pessoa, devem ser reservados para aqueles que já tenham feito uma terapia à base de um fármaco único.[76]

 Em idosos

O tratamento da hipertensão moderada ou severa em indivíduos com 60 ou mais anos de idade contribui para a redução da mortalidade e da percentagem dessa mortalidade associada a doenças cardiovasculares.[77] Existem poucos estudos que levem em conta indivíduos com idade superior a 80 anos, mas uma revisão recente concluiu que o tratamento da hipertensão reduz o número de afectados e de mortes por doenças cardiovasculares, embora tal não reduza de forma significativa o número total de mortes.[77] O valor recomendado de pressão arterial é igualmente 140/90 mm Hg, sendo recomendados no tratamento inicial os diuréticos de tiazida na América,[78] enquanto que no Reino Unido se recomenda os bloqueadores dos canais de cálcio, para valores objectivos de <150/90 em medições clínicas ou <145/85 em medições de ambulatório ou monitorização em casa.[74]

Hipertensão resistente

Define-se hipertensão resistente como a hipertensão que permanece com valores superiores aos pretendidos apesar do uso combinado de pelo menos três fármacos anti-hipertensivos pertencentes a três classes diferentes de drogas anti-hipertensivas. Têm vindo a ser publicadas orientações para tratamento da hipertensão resistente no Reino Unido[79] e nos Estados Unidos.[80]

 Epidemiologia

No ano 2000, sofriam de hipertensão arterial cerca de mil milhões de pessoas, o que corresponde a 26% da população adulta mundial.[81] No entanto, a taxa varia de região para região, desde taxas de 3,4% (homens) e 6,8% (mulheres) na Índia rural, até taxas alarmantes de 68,9% (homens) e 72,5% (mulheres) na Polónia.[82]
Em 1995 estimou-se que 43 milhões de pessoas nos Estados Unidos sofriam de hipertensão ou estavam a tomar medicação para tal, o que corresponde a cerca de 24% da população adulta do país.[83] A prevalência da hipertensão nos Estados Unidos está a aumentar e atingiu 29% em 2004.[84][85] Em 2006 a hipertensão afectava já 76 milhões de adultos, 34% da população, sendo que os adultos Afro-Americanos têm entre as taxas de hipertensão mais altas do mundo (44%).[86] Em termos de etnias, a hipertensão é mais comum entre os negros e nativos Americanos, e menos frequente entre brancos e hispânicos, havendo também a tendência para as taxas aumentarem conforme a idade. A hipertensão tem maior prevalência entre os homens (embora a menopausa atenue esta diferença e em indivíduos de estratos sociais inferiores.[1]

Em crianças

A prevalência de pressão arterial elevada entre os jovens está a crescer.[87] A maior parte da hipertensão infantil, sobretudo entre pré-adolescentes, deve-se à presença de outro transtorno. Aparte da obesidade, as doenças renais são a causa mais comum (60-70%) de hipertensão infantil. Os adolescentes geralmente têm hipertensão arterial primária, que corresponde 85 a 95% dos casos totais.[88]

 História

A compreensão moderna do sistema cardiovascular teve início com a publicação da obra "De motu cordis" de William Harvey (1578-1657), onde foi descrita a circulação sanguínea. Em 1733, o clérigo Inglês Stephen Hales foi autor da primeira publicação de uma medição da pressão sanguínea.[89][90] A descrição da hipertensão enquanto doença ficou a dever-se a Thomas Young em 1808 e a Richard Bright em 1836.[89] O primeiro relatório da existência de pressão sanguínea elevada num paciente que não demonstrava ter qualquer doença renal foi escrito por Frederick Akbar Mahomed (1849–1884).[91] No entanto, o estabelecimento da hipertensão enquanto prática clínica só foi possível em 1896, depois da invenção do esfigmomanómetro almofadado por Scipione Riva-Rocci no mesmo ano,[92] e que veio permitir a medição da pressão arterial na própria clínica. Em 1905, Nikolai Korotkoff refinou a técnica ao descrever os sons de Korotkoff que são ouvidos quando a artéria é auscultada com um estetoscópio enquanto a almofada do esfigmomanómetro está a ser deflacionada.[90]
Durante séculos, o tratamento para aquilo que se designava por "doença do pulso rígido" consistia em reduzir a quantidade de sangue no organismo através de sangrias ou da aplicação de sanguessugas.[89] Este método foi defendido por Aulo Cornélio Celso, Galeno e pelo próprio Hipócrates.[89] Entre o fim do século XIX e o início do século XX, antes de estarem disponíveis quaisquer fármacos para o tratamento da hipertensão, eram usadas três modalidades de tratamento, todas com vários efeitos secundários: uma restrição completa de sódio (por exemplo, uma dieta à base de arroz[89]), a remoção de um gânglio simpático ou de outras partes do sistema nervoso simpático, e a terapia pirética, que consistia na injecção de substâncias que induziam febre, reduzindo de forma indirecta a pressão sanguínea.[89][93] O primeiro elemento químico usado no tratamento da hipertensão, o tiocianato de sódio, começou a ser prescrito por volta de 1900, mas os inúmeros efeitos secundários tornaram-no bastante impopular.[89] Após a II Guerra Mundial foram desenvolvidos vários fármacos, sendo os mais populares e relativamente eficazes o cloreto de tetrametilamónio e o seu derivado hexametónio, a hidralazina e a rezerpina. O maior avanço, no entanto, deu-se após a decoberta dos primeiros fármacos orais bem tolerados. O primeiro foi a clorotiazida, a primeira tiazida diurética, desenvolvida a partir do antibiótico sulfanilamida e disponível em 1958.[89][94]

Sociedade e cultura

 Consciencialização

Gráfico com a prevalência da consciencialização, tratamento e controlo da hipertensão, comparando os dados de quatro estudos do inquérito National Health and Nutrition Examination Survey.[84]
A Organização Mundial de Saúde apontou a hipertensão, ou a pressão arterial elevada, como a principal causa de mortalidade cardiovascular. A Liga Mundial de Hipertensão, uma organização que congrega 85 ligas e institutos nacionais de hipertensão, divulgou que mais de 50% dos hipertensos no mundo não estão conscientes dessa condição.[95] De modo a aumentar a percepção pública do problema, a organização iniciou em 2005 uma campanha global de consciencialização e decretou o dia 17 de Maio como Dia Mundial da Hipertensão. Nos últimos anos o número de sociedades aderentes tem vindo a aumentar, sendo que em 2007 participaram no evento 47 países-membro. Durante a semana do Dia Mundial da Hipertensão todos os países – em associação com o governo local, profissionais de saúde, ONGs e empresas privadas – promovem a consciencialização para o problema da hipertensão, recorrendo aos media e a eventos públicos, atingindo um público-alvo de 250 milhões de pessoas.[96]

 Economia

A pressão arterial elevada é a doença crónica que mais motiva consultas aos cuidados de saúde nos Estados Unidos. A American Heart Association estima que os custos directos e indirectos da pressão arterial elevada tenham sido, em 2010, de 76,6 mil milhões de dólares.[86] 80% dos hipertensos norte-americanos estão conscientes da sua condição. Embora 71% tome medicação anti-hipertensiva, só 48% dos que estão conscientes que têm a doença é que são adequadamente controlados.[86] A gestão correcta da hipertensão pode ser impedida por diagnósticos, medições ou tratamentos inadequados.[97] Os prestadores de cuidados de saúde deparam-se com vários obstáculos no controlo da doença, entre os quais a renitência em tomar múltiplos medicamentos. Os próprios pacientes podem também ter dificuldades em se adaptar aos horários da medicação e às alterações dos hábitos de vida. Ainda assim, é perfeitamente possível atingir-se a pressão arterial pretendida e, sobretudo, a descida da pressão arterial reduz de forma significativa o risco de morte por doenças cardíacas e AVCs, o desenvolvimento de outras condições debilitantes e os custos associados a cuidados médicos avançados.[98][99]